segunda-feira, maio 07, 2012
sexta-feira, maio 04, 2012
EM QUAL RUA...?
Onde as pálpebras se espremem
Onde a palavra vem turva
Onde cores não sustentam
A visão despercebida
Onde a expressividade
Se recolhe no silêncio
Onde a vida mal colhida
É à mercê da própria vida.
Belle Neves
domingo, abril 29, 2012
sexta-feira, abril 27, 2012
AMANHECIA...
De espera em espera
amanhecia.
Dia após dia o sol chegava.
Chegavam cheiros, sombras, ecos... nostalgia.
Só aqui dentro a luz não alcançava...
Dentro de mim a saudade escurecia...
Belle Neves
sexta-feira, abril 13, 2012
SINTA-ME...
Tenho os braços tenros recolhidos
E os versos mudos retalhados
Trago no corpo a melodia guarnecida
De silenciosas notas não tocadas...
Sons enraizados nos pêlos
Nos poros, nos passos, nos tempos
E a tristeza, o desmantelo
Fica só no pensamento...
Belle Neves
QUATRO CORDAS...
Não há copla que prenda o tempo
O tempo das quatro cordas
Das quatro íntimas paredes...
Sons germinam do silêncio
Melodiando as flores
das borboletas
com sede...
Belle Neves
sábado, abril 07, 2012
sábado, março 10, 2012
EFLÚVIOS...
Teu corpo junto ao meu repousa
Na sombra de um silêncio cálido
Tão firme que nem tempo ousa
Tocar em instante tão ávido
Em sintonia intensa de sentidos
Recolhimento místico e profundo
Se comovemos sóis, permanecidos
Num vai e vem nós movemos o mundo
Em permanente estado de magia
Teu braço em mim é doce acolhimento
Calor que estanca a dor de um lamento
Doce vinho enérgico que inebria
Faz-me sol amanhecer a lua
Faz minh'alma adormecer na tua...
Belle Neves
domingo, março 04, 2012
ENTRELAÇOS...
A vida é um mar de entrelaços
Que tece relações ao passar
O tempo desata esses laços
Por não se saber estreitar
De tanto mar, tanto porto inseguro
Nem cordas, nem toras, não há...
Só os laços de um amor maduro
Resistem ao tempo de amar.
Belle Neves
terça-feira, fevereiro 28, 2012
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
CONDIÇÃO...
Gosto das coisas livres
Nuvens, manhãs, levidade
Preso a mim eu nada tive
Trago sonho e liberdade.
Mas se tens um beijo doce,
Olhos firmes, braço atento
(Por um instante que fosse)
Prenda-me no pensamento!
Belle Neves
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
INSTANTES...
Oferece, o frasco,
derradeiro gole
de fragância...
de fervor...
Na constância
da espera
dorme a flor.
Belle Neves
quarta-feira, janeiro 18, 2012
sexta-feira, janeiro 06, 2012
Teu sorriso...
A tua graça inebriante
Vestígio de pura grandeza
O mundo inteiro faz curvar
Pra o teu riso contemplar...
Menino Rei, o que ordenas?
Desenha no muro, com giz
Decreta que a vida é pequena
Mas vale a pena ser feliz!
Menino Rei, o que ordenas?
Desenha no muro, com giz
Decreta que a vida é pequena
Mas vale a pena ser feliz!
Belle Neves
sábado, dezembro 24, 2011
EM ALGUM LUGAR...
Em algum lugar
existe
Um vazio
belo e simples
Onde possa caber
passarinhos...
Leves livros, borboletas,
Azul céu, Verde pinho...
Que conste de cores
a vida,
Que conste de luz
o caminho.
Belle Neves
quarta-feira, novembro 23, 2011
CAMINHOS...
Encontravam-se sóis
porém soturnos
Sob um véu de sombras
informe, desmedido
Vaga mente absolvida(os)
Apenados
Caminhavam infaustos,
bem trajados...
Belle Neves
domingo, novembro 20, 2011
ALGO...
Algo traduz-se
Algo apela-se
Neste vão,
em desalinho
Sóis escondem-se
Caricaturas banais
desprendem lamentos
Entre luas e ventos
O ignoto revela-se.
Belle Neves
terça-feira, outubro 18, 2011
Vida...
Em céu aberto, a embalar manhãs
Ela sorri, vestida de vento...
Tem o coração cor de rosa,
Tem cheiro de rosa flor...
E uma doce ternura que a vida esteia.
Vestida de vento, ela sorri...
Ilumina o céu de todas as manhãs,
Irradia felicidade em seus passos
E a cada passo do vento
Ela sorri...
e chama a vida pra brincar na areia.
sábado, outubro 08, 2011
RETICÊNCIAS...
Soprar no ar as sementes
Soltar os rastros ao vento
E nessa viagem fremente
Voar também pensamento.
Inocentar a esperança,
Pulsar estradas, caminhos
Ser manhãs, ser criança
Reinventar passarinhos.
Arrebatar estações
Desprender-se , defrontar
Ir além das ilusões...
Em constância concebida
Dispersar-se pelo ar
Como reticências de vida...
Belle Neves
sexta-feira, abril 01, 2011
Espera...
Se ao teu desalento, me despertas
Como nuvens brancas que desprendem-se do céu
Esquece as horas frias, encobertas
As horas incontáveis num papel
Não me fales do teu passado triste
Não me fales dos sonhos esvaídos
Existe vida neste coração, existe!
E um mundo inteiro a ser vencido.
Anda! O tempo que pensavas findo,
Recomeça. Permita-se viver!
Impeça a razão de não fazer.
Ainda que suponhas estar partindo,
A cor do céu parece distorcida
E nela a tua sombra é refletida.
Belle Neves
sexta-feira, março 25, 2011
Vê...!
Vê...!
Os olhos sentem!
Irradiam os anseios do que há por vir...
Pressentem o apuro...
de não querer sentir.
Vê...!
Os olhos mentem!
Silenciam as retinas diluídas...
Dissimulam, docemente,
a dor que sentem.
Belle Neves
Momento...
É um querer, maior do que vontade
É fome de apertar, mais que desejo
Querer de amor, sufoco de saudade
Prender a tua boca no meu beijo.
A noite lentamente a lua beija
Abraça-a com sua longa veste escura
Estrelas de enfeitar, o céu alveja
Compartilhando da doce ternura
Momento sem prevista duração
Nós dois, em plena chuva, anoitecemos
Segredos que comandam o coração
Na escuridão nós nos reconhecemos.
Belle Neves
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Às margens do céu...
E tu me acolheste com tua boca doce
com teu canto livre
com esse teu cheiro...
Deixaste-me banhar por entre os teus cabelos,
Ouvir a canção que vem do paraíso...
E em tuas margens, percorrer caminhos
Terno dia branco, luz do meu sorriso.
Quero em tuas nuvens fazer-me teu ninho
E voar na sombra de um passarinho.
Belle Neves
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Desencanto 2...
O caminho sempre esteve ali...
As flores já haviam murchado
As horas...tão inconstantes
A rua ardia em luzes
livros derrubados da estante...
Não aprendeu a voar
Não sabe o que é cair.
Só fingia que dormia,
Por não querer existir.
Belle Neves
sábado, janeiro 29, 2011
Desencanto...
Quando voltares e me veres em pranto
Com os olhos doídos de tanto te esperar
Embriagada em rever-te, encanto
Apelo a meu recanto pra não mais chorar
Canto o refrão que eu compus nos dias
Banhados de sol, de vento e maresia
Pleno de amor... e por amar-te tanto
Eis meu acalanto, eis minha agonia
E quando eu me der conta da tua partida:
Teclas arrastadas, notas esquecidas...
Recolho os dedos mudos, a alma naufragada
A impressão de que o amor em mim não vale nada.
Belle Neves
sexta-feira, janeiro 21, 2011
domingo, janeiro 09, 2011
Sem palavras...
A dança do amor
não se registra em palavras
Resplandece
no encontro de almas
no bailar de corpos
No caminhar de pernas
envolvidas no êxtase
de um estar dentro do outro.
Belle Neves
sábado, janeiro 08, 2011
Vento
Vento que vem de mansinho
invade minh’alma... carinho
passeia, envolve, me abraça
Descobre minhas vestes, faz graça
Vento que os poros arrepia
me embala, me canta poesia
encanta, assobia, verseja...
Ah vento que tanto peleja
Decerto não sei de onde vens
mas sinto a força que tens
Ah vento sereno, amigo...
me leva que eu vou contigo!
Belle Neves
segunda-feira, janeiro 03, 2011
Leva...
Leva contigo
onde fores,
Além de nuvens
Orvalho que amanhece
Leva contigo
Um céu
Um sonho
Uma prece.
Belle Neves
sexta-feira, dezembro 31, 2010
Um brinde à vida!
Que brilhe a alegria incessante
De mais uma etapa vencida
Que seja eterno este instante
Que seja eterna a vida.
À vida!
Belle Neves
segunda-feira, dezembro 27, 2010
Torpor...
Adormecem os olhos cansados...
e com eles os tempos rudes
que fincaram estadia no corpo.
Adormece a ânsia, a espera...
a esperança do dia que nunca veio
da pele nunca sentida,
do afago, do beijo...do amor
Adormece o amor já tão dorido
marcado na demência dos dias
de um tempo que passa
e já não faz mais sentido.
Belle Neves
Amigos Poetas
Relações que se criam
Contatos que se cumprem
Através de belas palavras
rimas e risos se unem.
Afagos que envolvem
alongam as letras e os braços
extinguem distâncias, espaços...
abrem caminhos, descobrem.
São sensíveis, são artistas
de idéias e almas abertas.
Emocionam, dramatizam...
Que bom ter amigos poetas!
Belle Neves
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Bolhas...
Num piscar de olhos... encantam
Por alguns segundos apenas,
Vivem, brilham!... acalantam
Como um sopro de um poema.
Belle Neves
sábado, setembro 25, 2010
Resiliência

Há um silêncio ardendo nos meus olhos
que pouco me inquieta... que mais me acaricia
Um leve sentimento que desperta...
e me reverte a dor... anestesia.
Há uma escuridão que me sustenta
que pouco me amedronta...que mais me alivia
transporta os meus anseios e aponta
motivos que renascem a cada dia.
Há um canto...
Há um vento...
E em cada canto uma verdade, um fim.
Dos meus limites invento uma cor...
Há um arco-íris dentro de mim!
Belle Neves
que pouco me inquieta... que mais me acaricia
Um leve sentimento que desperta...
e me reverte a dor... anestesia.
Há uma escuridão que me sustenta
que pouco me amedronta...que mais me alivia
transporta os meus anseios e aponta
motivos que renascem a cada dia.
Há um canto...
Há um vento...
E em cada canto uma verdade, um fim.
Dos meus limites invento uma cor...
Há um arco-íris dentro de mim!
Belle Neves
sexta-feira, setembro 17, 2010
sexta-feira, agosto 06, 2010
quarta-feira, maio 05, 2010
Ausência

Calmo é o silêncio
intangível dos teclados
Mas não o som dos teus passos
Que ressoa em meus ouvidos
Calmo é o teu corpo
contornado no vestido
mas não a tua ausência
que estremece no meu peito
Calma é a quietude
desse instante que adormece
mas não a tua existência
que atormenta o meus sentidos
Bendita calma
que eterniza minha agonia...
Torna-me calmaria!
Belle Neves
intangível dos teclados
Mas não o som dos teus passos
Que ressoa em meus ouvidos
Calmo é o teu corpo
contornado no vestido
mas não a tua ausência
que estremece no meu peito
Calma é a quietude
desse instante que adormece
mas não a tua existência
que atormenta o meus sentidos
Bendita calma
que eterniza minha agonia...
Torna-me calmaria!
Belle Neves
sábado, março 20, 2010
domingo, fevereiro 21, 2010
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
Espelho d'alma

Espelho d’água
espelho d’alma
Assiste ao medo do olhar contido
Confronta dores
Testemunha ardores...
Forjada solidez de vidro
Que outrora era felicidade
Hoje reflete em prantos, a saudade.
Belle Neves
espelho d’alma
Assiste ao medo do olhar contido
Confronta dores
Testemunha ardores...
Forjada solidez de vidro
Que outrora era felicidade
Hoje reflete em prantos, a saudade.
Belle Neves
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Viver Palavras...

Viver palavras...
Nas estrofes ler tuas veias
teus sinais, tuas teias
Dizer-te o amor não dito
Costurar-te em meus escritos
Encher o meu pensamento
com a imagem do teu corpo
Tirar-te do teu conforto
Imolar-te ao meu tormento
Levar-te como um perverso
Ao meu delírio, todo dia...
É a minha estranha mania
De escrever-te os meus versos.
Belle Neves
Nas estrofes ler tuas veias
teus sinais, tuas teias
Dizer-te o amor não dito
Costurar-te em meus escritos
Encher o meu pensamento
com a imagem do teu corpo
Tirar-te do teu conforto
Imolar-te ao meu tormento
Levar-te como um perverso
Ao meu delírio, todo dia...
É a minha estranha mania
De escrever-te os meus versos.
Belle Neves
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